CBIC debate temas estratégicos e cenários para o setor em reunião do Conselho Administrativo
O Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) se reuniu nesta quarta-feira (14), na sede do Sinduscon-DF, em Brasília, para discutir a conjuntura econômica, as mudanças regulatórias e as perspectivas de negócios para a construção. Entre os principais temas estiveram Reforma Tributária, jornada de trabalho, financiamento habitacional, sustentabilidade e as oportunidades na Margem Equatorial.
Reforma Tributária
A CBIC apresentou o andamento das conversas com a Receita Federal sobre o documento com 58 pontos de ajuste encaminhado pela entidade, que também pediu o adiamento do processo. Para o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho, é provável que a reforma ainda passe por mudanças, e 2027 deve marcar uma nova etapa de implementação.
Redução da jornada de trabalho
A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, apresentou estudo sobre os efeitos de uma possível redução da jornada na construção civil. A estimativa aponta 208 horas a menos por ano para cada trabalhador com carteira assinada e a necessidade de cerca de 300 mil profissionais adicionais para manter a capacidade produtiva, em um cenário de custos já pressionados e de escassez de mão de obra qualificada.
Financiamento habitacional
O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, destacou as iniciativas para ampliar o teto de financiamento do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e buscar novas fontes de recursos para a classe média. Junto ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central, a entidade defende para o novo modelo do SBPE a manutenção do teto de juros de 12% ao ano, mais transparência nos dados e a extensão do período de testes até o fim de 2027.
Margem Equatorial
O vice-presidente de Obras Industriais, Ilso de Oliveira, antecipou um estudo sobre as oportunidades para a construção na Margem Equatorial, faixa da costa Norte e Nordeste entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. A nova fronteira de petróleo e gás pode abrir demanda para diversos segmentos da engenharia. O levantamento será apresentado no 16º Roadshow, em 27 de outubro, em Goiânia, e a proposta é que o tema se torne um projeto da CBIC.
Obras paradas, sustentabilidade e valorização profissional
A CBIC aderiu ao Programa Destrava, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que busca soluções para retomar obras públicas paralisadas, como hospitais, escolas e creches. Na agenda ambiental, foram discutidas a Taxonomia Sustentável Brasileira e a preparação das empresas para acessar fundos verdes e reduzir emissões. O Conselho também apoiou a mobilização pela criação de um Dia Nacional dos profissionais da construção, como forma de valorizar a categoria e atrair novos trabalhadores.
Por fim, os conselheiros discutiram a Agenda da Indústria da Construção aos Presidenciáveis 2026, com as prioridades do setor para o próximo governo.
Conteúdo adaptado pela equipe OBRASS.
