Aluguel sobe quase o dobro da inflação em 2026, mostra FipeZap; veja onde é mais caro

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15/10/2026Referências
Aluguel sobe quase o dobro da inflação em 2026, mostra FipeZap; veja onde é mais caro

O aluguel residencial continua subindo bem acima da inflação. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços anunciados para locação avançaram 7,11% entre janeiro e setembro de 2026, quase o dobro do IPCA no período (3,95%). Em 12 meses, a alta chega a 9,13%, ante 4,58% do IPCA e 3,34% do IGP-M.

Ritmo desacelera, mas valorização continua

Em setembro, o índice subiu 0,52%, depois de 0,55% em agosto e de 1,04% em abril. A moderação é gradual e não significa queda: 31 das 36 cidades monitoradas tiveram alta no mês. Para a economista do Grupo OLX Mariangela Silva, limites no orçamento das famílias, menor espaço para reajustes e a dinâmica de oferta e demanda de cada cidade ajudam a explicar o ritmo mais lento.

O levantamento considera anúncios de apartamentos prontos em 36 cidades, incluindo 22 capitais, e reflete os valores pedidos em novos contratos, e não os reajustes de contratos já em vigor.

Os preços de locação seguem crescendo mais rápido do que os de venda, que acumularam alta de 5,51% em 12 meses. Juros elevados e crédito imobiliário mais restrito levam parte das famílias a adiar a compra e permanecer no aluguel, o que pressiona a demanda.

Onde o aluguel é mais caro

Entre as capitais, São Paulo lidera com R$ 65,78/m², seguida por Recife (R$ 64,39), Belém (R$ 62,25), Rio de Janeiro (R$ 61,86) e Florianópolis (R$ 61,81). Considerando todas as cidades da amostra, Barueri (SP) tem o maior valor: R$ 71,96/m². Na capital paulista, o aluguel subiu 4,93% no ano e 6,22% em 12 meses.

Imóveis de um dormitório têm o metro quadrado mais caro (R$ 72,68), contra R$ 51,41 nos de dois dormitórios e R$ 47,22 nos de três.

Maiores altas

Em 12 meses, Fortaleza registrou a maior valorização (16,59%), seguida por Natal (16,51%) e Aracaju (15,52%). Rio de Janeiro (14,80%), Vitória (14,22%) e Teresina (13,68%) também se destacaram. Na comparação mensal, Goiânia liderou (+1,15%), enquanto Brasília teve a maior queda (-0,53%).

Rentabilidade de 6,13% ao ano

O rental yield médio (relação entre aluguel e preço de venda) ficou em 6,13% ao ano em setembro. Unidades de um dormitório renderam 6,74%. Recife (8,30%), Cuiabá (8,18%) e Belém (8,15%) tiveram os maiores retornos entre as capitais; em São Paulo, o índice foi de 6,43%. O cálculo é bruto e não desconta custos como impostos, manutenção, administração e vacância. Segundo a economista, o retorno do imóvel deve ser avaliado de forma composta, somando a renda do aluguel à valorização do patrimônio no tempo.

Conteúdo adaptado pela equipe OBRASS.

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